sexta-feira, 11 de outubro de 2013












No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. 
Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma.  Creio que a própria vida é o único mistério.

Rosa Luxemburgo



Porque, pergunto, tão poucos conhecem o poder interno?
Aquele que em si mesmo vê todas as coisas É todas as coisas.”



Giordano Bruno



Sou movida pela natureza
E o mistério que ela esconde
A chuva e sol circundam
Uma síntese de luz

Sou movida pelo milagre
Da recém nascida rosa que desabrocha
Para ver que a primavera floresceu
E tudo o que cresce.

Sou movida pela floresta
Caminhando no verde,
Onde eu posso sentir o cheiro da terra
E beber a água limpa.

Sou movida por rios,
Correndo selvagem, correndo livre
Desde a mais alta montanha
Até o mar profundamente azul.

Sou movida pelos oceanos
Isso chama meu coração saudoso
Para alcançar o horizonte
Muito além do longe...



Escolhe com ternura um sítio para a academia tua. 
Que um santo bosque haja de solidão enramada junto do rio tranqüilo, sem chuva, sob as entrelaçadas raízes de árvores majestosas que tremulam nos ares sossegados; onde os brotos da grama delicada são verdes, musgo e samambaias adormecidos entre si, lírios na água sobrepostos, raios de sol nos ramos presos – Entardecer sem vento e eterno!
Todas as aves do céu silenciadas pela baixa e insistente chamada da continua queda d’água.
Aí, para um tal cenário sê, sua gema esculpida de divindade, um fogo central sem defeito, subjugado, como a Verdade no interior de uma esmeralda.”

                                                                                                                                    Aleister Crowley

O Caminho Português... por Marjori Lotufo





quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma. Creio que a própria vida é o único mistério.




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Magna est potentia Sathanæ propter hominum magna peccata. Ideo etiam magna Sathanici Magi præstiterint, & maiora, quàm quis unquam crediderit. Quamuis in suis limitibus subsistant, tamen illi supra omnem captum humanum sunt, quatenus ad corporalia & transitoria huius vitæ: quemadmodum id multæ veterum testantur historiæ, & quotidiana rerum exempla. In fine utraque Magia à se inuicem differunt, illa ad æterna bona transit, & temporalibus utitur cum gratiarum actione. Hæc de æternis parum est solicita, sed tota se corporalibus tradit vt liberrimè omnibus suis fruatur cupiditatibus & deliciis DEI & iræ eius contemptum.



Miré de um sitio a outro a través de la ventana del siglo XV español, por todos los matices del Judaísmo, el Islam y el Cristianismo, y me senti atraída por um mundo fascinante: historia, religión, la fertilidad de aquel cruce de culturas... 

Desde los familiares prados verdes de la costa oeste de Irlanda, hasta los trovadores de Francia, cruzando los Pirineos, pasé por Galicia, bajé hasta Adalucia y atravesse Gibraltar hasta llegar a Marruecos... 

Las cruzadas, el peregrinage a Santiago, los cátaros, los templários, los sufis do Egípto, la sagrada imaginería celta de los arboles, los gospels gnósticos... 

Quíen era Dios? 
Qué es religion y qué espiritualidad? 
Qué fue revelado y qué occultado? 
Y qué fue máscara y qué espejo?..


Assim como todas as portas são diferentes
Aparentemente todos os caminhos são diferentes
Mas vão dar todos no mesmo lugar...
O caminho do fogo é a água
Assim como o caminho do barco é o porto
O caminho do sangue é o chicote
Assim como o caminho do reto é o torto
O caminho do risco é o sucesso
Assim como o caminho do acaso é a sorte
O caminho da dor é o amigo
Assim como o caminho da vida é a morte.



Metallorum transmutatio, quæ vulgò
Alchimia dicitur, certa quidem, sed
paucissimis datur, & non nisi peculiari
gratia. Non est currentis neque volentis,
sed miserentis Dei. Metallica morborum
cura, aut magnalia lapidum pretiosorum,
aut lapidis philosophici & similium vsu.
Posse astronomica & mathematica præst-
are miracula, sicut sunt machinæ hydrau-
licæ, administrare negotia pro cœli influxu,
& si quæ sunt similia. Naturalis Magiæ
opera, qualiacunque illa sunt exhibere.
Omnes Phisicas præuisiones scire.
Omnes artes ex fundamento cognoscere,
quæ manibus exercentur, & corporis
muniis. Omnes artes ex fundamento
cognoscere, quæ per Angelicam
hominis naturam exercentur...



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


Caros amigos, seguidores e simpatizantes desta casa, saudações!

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Felicidades e bonança
Julio Urratouros







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ARDVA VALLATVR DVRIS SAPIENTIA SCRVPIS
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"A dificil sabedoria é cercada de duras rochas"





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hadr. emblema-xxxvii...



Tell me, o Muse, of those who travelled far and wide...

Capa de livro com ornamentação em relevo, pedras de ametista, cantoneiras e fivelas.
17x25cm com 400 páginas
Tema - Afrodite...


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Exemplo de ornamentação interna


Exemplo de ornamentação interna em um livro 
de 17x25cm com 400 páginas


Existe um Mago dentro de todos nós.
Esse Mago muito vê e muito sabe. 
O Mago está além dos opostos da luz e das trevas, do bem e do mal, do prazer e da dor. 
Tudo o que o Mago vê tem suas raízes no mundo invisível. 
A natureza reflete o estado de alma do Mago.
O Corpo e a mente podem adormecer, mas o Mago está sempre desperto. 
O Mago possui o segredo da imortalidade da Alma. 
A volta da magia só pode acontecer com o retorno da inocência.
A essência do Mago é a transformação.

O Mago observa o mundo ir e vir, mas sua alma habita as esferas de luz. 

Seu corpo é apenas o lugar que suas memórias chamam de lar. 
Os Magos não acreditam na morte, pois sabe que na luz da consciência, tudo está vivo.
Não existem inícios ou fins. 
As moléculas se dissolvem e se extinguem, mas a consciência sobrevive à morte da matéria na qual ela viaja...


O despertar dos Magos - parte 2




...O Mago vive num estado de conhecimento.
Esse conhecimento é sua própria realização. 
Todos temos um “eu-sombra” que é parte de nossa realidade total, quando a sombra é curada se transforma em amor. 
O Mago é mestre na transformação, em busca da perfeição. 
A Sabedoria está viva, a incerteza que você sente interiormente é a porta de entrada para a sabedoria. 
A realidade de sua experiência é uma imagem especular dos seus pensamentos e expectativas.

Os Magos não lamentam as perdas, porque a única coisa que pode ser perdida é o irreal. 
O amor é mais que uma emoção, é uma força da natureza e, portanto tem que conter a verdade. 
O amor mais puro está onde é menos esperado, no desapego. 
Existem infinitas esferas de consciência, o Mago sabe o que existe em todas.

Os Peregrinos nunca se perdem, pois recebem continuamente orientações espirituais que as pessoas chamam de coincidências. 
Para os Magos, cada acontecimento revela um plano espiritual Divino. 
A imortalidade da alma deve ser vivida hoje na mortalidade do corpo. 
O Mago tem consciência da batalha entre o ego e o espírito, mas sabe que ambos são imortais.

Os Magos não condenam os desejos, pois sabe que são sementes para germinar.
Ensinam que você deve acalentar os desejos do seu coração por mais triviais que sejam, pois o conduzirão a Deus. 
O Maior bem que você pode fazer ao mundo é tornar-se um Mago.

Finito


Contatos imediatos de 3º grau

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O trabalho que desenvolvo são livros com aspecto medieval, confeccionados a partir de técnicas de encadernação e ornamentação usadas em tempos antigos. São livros feitos para serem escritos, como um diário, livro de viagens, álbum de fotos, livro de visitas, agenda, um grimório ou para ornamentar um ambiente. São peças exclusivas, ornamentados com temas góticos, medievais, cristãos, místicos, naturais ou à escolha do cliente.
Podem vir com 400, 600 e 900 páginas nos tamanhos 17x25cm, 24x34cm ou 34x52cm. 

Os livros podem ser personalizados com  texto inicial, titulo, nome do portador ou uma dedicatória. E você pode escolher a cor da capa, imagens e símbolos para a ornamentação.

São duas opções de papéis:
Pardo (kraft) – Folhas em tom ocre, muito rusticas e resistentes. Bom para uso de cores escuras, tinta nanquim, guache e pastel seco.
Papel reciclato – Folhas em tom mais claro. Ideal para quem utiliza muitas cores ou escreve à lápis.


Pode-se escolher para as capas couro natural ou sintético de ótima qualidade.


O livro na idade média - parte 1


 Pudemos reconstituir, seja pelo exame dos manuscritos subsistentes, seja pela análise dos inventários e dos testamentos, um número bastante grande de bibliotecas privadas do final da Idade Média. No caso da França esses estudos permitiram, primeiramente, mostrar que, uma vez colocados à parte o rei, os príncipes de sangue e os grandes senhores, os homens de saber são praticamente os únicos a possuírem, até o final do século XV, bibliotecas de alguma importância. Para além delas e, até em meios onde os indivíduos alfabetizados não deveriam faltar — pequena e média nobreza, mercadores, baixo clero — os livros eram praticamente ausentes; aqui um fragmento de crônica, ali um livro de horas e uma vida de santo, acolá ainda uma coleção dos estatutos sinodais não podem evidentemente ser caracterizados como bibliotecas...

O livro na idade média - 2


...Entre os próprios homens de saber, as coleções de livros possuíam importância variável. A biblioteca de um estudante, ainda que abastado, não ultrapassava praticamente, em média, uma dúzia de volumes: os livros de estudos fundamentais, de um lado, uma ou duas coleções de textos religiosos, de outro. Seus professores, que tinham necessidade de uma pequena biblioteca pessoal para preparar seus cursos, eram um pouco melhor aquinhoados e possuíam, para além das "autoridades" de base, um determinado número de comentários e tratados modernos; isso representava, no mínimo, cerca de trinta livros. Contudo, alguns mestres, mais ricos ou de espírito mais curioso, possuíam bibliotecas que alcançavam ou até ultrapassavam uma centena de volumes. Foi igualmente com essa cifra média de uma centena de volumes que se organizaram as bibliotecas de homens do Parlamento de Paris por volta de 1400. Tais cifras não eram sensivelmente ultrapassadas, a não ser nos casos de verdadeiros bibliófilos (como o escrivão Nicolas de Baye ou, cinqüenta anos mais tarde, Roger Benoîton, antigo notário e secretário do rei que manteria orgulhosamente o catálogo comentado de 257 livros de sua coleção pessoal), ou de personagens que haviam acedido a altas funções ...

O livro na idade média - 3



...A dimensão média das bibliotecas teria aumentado do século XIV par o XV? Sem fornecer resultados muito precisos, as pesquisas recentes parecem indicar uma tendência nesse sentido. (...) A produção de livros novos tinha diminuído sensivelmente na França, entre 1350 e 1450, em virtude da crise econômica geral do período, e podemos pensar que se tratava de uma tendência comum a toda a Europa ocidental. Porém as bibliotecas não continham apenas livros novos. A existência de um ativo mercado de segunda mão e a cuidadosa conservação dos manuscritos antigos — a esperança de vida dos livros medievais, sobretudo os mais úteis e os mais caros, era certamente bem mais do que secular — permitiam às coleções aumentarem pelo simples efeito da acumulação. Entretanto, o crescimento não foi considerável. Em certo número de casos, foi a aparição de belíssimas bibliotecas, com inúmeras centenas de volumes, que parecem ter elevado a cifra média, mais do que um aumento generalizado...

O livro na idade média - 4



...Os proprietários de bibliotecas consideravam-nas verdadeiros tesouros e as tratavam com o maior cuidado. O valor de um livro era, para um homem de saber, simultaneamente simbólico e material. Cuidadosamente conservados dentro de um cofre ou armário, os livros proclamavam a ciência de seu proprietário. Freqüentemente adquiridos junto a livrarias de universidades, por vezes despachados com altos custos de Paris ou de Bolonha, os livros eram indissoluvelmente ligados aos estudos e aos diplomas. A entrega de um livro ao candidato não era um dos gestos rituais das cerimônias de doutorado? Por outro lado, toda biblioteca de alguma importância possuía um alto valor de mercado. Ela representava uma forma de entesouramento, um capital tanto intelectual quanto financeiro que se pretendia legar aos seus herdeiros, se eles empreendessem seus próprios estudos, fosse num colégio, fossem em alguma igreja. Os juristas sempre se bateram para que os livros não fossem computados quando os oficiais do imposto vinham avaliar seus bens móveis; a seus olhos, esse privilégio não era apenas uma apreciável vantagem fiscal — porque não era raro que tais livros representassem, em valor, a metade ou mais do capital imobiliário — mas também o reconhecimento público da nobreza do seu saber e das atividades que eles exerciam a título de sua competência intelectual. Não mais do que as armas do cavaleiro, os livros do doutor não deveriam recair nas malhas do imposto...

O livro na idade média - 5


...Será que a relativa simplicidade das bibliotecas privadas poderia ser compensada pelo recurso às bibliotecas públicas ou pelo menos — a noção de serviço público sendo evidentemente anacrônica nesta matéria — institucionais? Existiam, na época, três tipos de bibliotecas que poderiam merecer tal qualificação.

Primeiramente, as bibliotecas principescas. Na altura da morte do rei da França Carlos V (1380), sua "livraria" do Louvre contava com pouco menos de 1300 volumes; no século XV, o duque de Bourgogne Filipe, o Bom teria tido uma biblioteca com cerca de 880 livros. POr seu turno, os papas de Avignon enriqueceram sem cessar suas coleções de livros. Eles possuíam mais de dois mil quando morreu Urbano V, de acordo com um inventário de 1369. (...) As bibliotecas dos príncipes e dos pontífices eram abertas ao público? Seu catálogo preciso deixa supor que pelo menos os familiares do soberano, seus visitantes distintos e seus conselheiros políticos tinham acesso a elas.

O livro na idade média - 6


...Vinham, em seguida, as bibliotecas das catedrais, dos mosteiros e dos conventos. Tratava-se, em geral, de antigas coleções que, excetuando-se as dos religiosos mendicantes, não foram especialmente enriquecidas no final da Idade Média, mas haviam sido extremamente importantes (mais de 300 volumes em Notre-Dame de Paris em finais do século XV, 486 na catedral de Reims em 1462, e mais ainda nos mosteiros: por volta de 1450-1460, havia cerca de 1600 volumes em Saint-Denis ou em Claraval na França, 1100 em Monte Cassino na Itália, 800 em Melk na Áustria, etc.); a conservação dos manuscritos mais antigos lhes era bem assegurada. Seria lá, como constataram os humanistas italianos "editores" de autores antigos, que teríamos a maior chance de descobrir manuscritos particularmente veneráveis, remontando, algumas vezes, à renascença carolíngia. Mas de resto, tais bibliotecas eclesiásticas eram, sobretudo, ricas em textos religiosos e em livros litúrgicos que não eram necessariamente úteis para os homens de saber. Aliás, nem se sabe ao certo se elas eram completamente abertas a outros leitores que não fossem os cônegos e frades que serviam essas igrejas ou aqueles mosteiros.

Fim do texto

Exemplos de capas e interiores ornamentados