quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O livro na idade média - 5


...Será que a relativa simplicidade das bibliotecas privadas poderia ser compensada pelo recurso às bibliotecas públicas ou pelo menos — a noção de serviço público sendo evidentemente anacrônica nesta matéria — institucionais? Existiam, na época, três tipos de bibliotecas que poderiam merecer tal qualificação.

Primeiramente, as bibliotecas principescas. Na altura da morte do rei da França Carlos V (1380), sua "livraria" do Louvre contava com pouco menos de 1300 volumes; no século XV, o duque de Bourgogne Filipe, o Bom teria tido uma biblioteca com cerca de 880 livros. POr seu turno, os papas de Avignon enriqueceram sem cessar suas coleções de livros. Eles possuíam mais de dois mil quando morreu Urbano V, de acordo com um inventário de 1369. (...) As bibliotecas dos príncipes e dos pontífices eram abertas ao público? Seu catálogo preciso deixa supor que pelo menos os familiares do soberano, seus visitantes distintos e seus conselheiros políticos tinham acesso a elas.