quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O livro na idade média - parte 1


 Pudemos reconstituir, seja pelo exame dos manuscritos subsistentes, seja pela análise dos inventários e dos testamentos, um número bastante grande de bibliotecas privadas do final da Idade Média. No caso da França esses estudos permitiram, primeiramente, mostrar que, uma vez colocados à parte o rei, os príncipes de sangue e os grandes senhores, os homens de saber são praticamente os únicos a possuírem, até o final do século XV, bibliotecas de alguma importância. Para além delas e, até em meios onde os indivíduos alfabetizados não deveriam faltar — pequena e média nobreza, mercadores, baixo clero — os livros eram praticamente ausentes; aqui um fragmento de crônica, ali um livro de horas e uma vida de santo, acolá ainda uma coleção dos estatutos sinodais não podem evidentemente ser caracterizados como bibliotecas...